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Superação

Às vezes as pessoas com sintomas psicóticos causados pela esquizofrenia são relutantes em buscar tratamento. Talvez acreditem que não há nada de errado, ou esperem que os sintomas vão embora sem ajuda. Podem estar preocupadas com o tratamento ou com o que as pessoas possam pensar ao assumir a doença pelo estigma provocado.

Uma maior compreensão da doença, principalmente nos primeiros episódios, levou ao desenvolvimento de novas intervenções. Pessoas com esquizofrenia podem ser tratadas em sua comunidade, geralmente consultando um profissional em uma clínica de saúde mental local. Visitas domiciliares por serviços de saúde mental estão disponíveis em alguns locais e, se a hospitalização é necessária, é geralmente apenas por um breve período.

Esquizofrenia, como outras doenças, pode ser tratada com sucesso. A maioria das pessoas podem ter uma boa recuperação. Mas como isso pode ocorrer?

O processo de recuperação vai variar de pessoa para pessoa em termos de duração e grau de melhoria dos sintomas. Algumas vão se recuperar muito rapidamente e vão estar prontas para voltar à sua vida normal e assumir suas responsabilidades anteriores. Outras pessoas vão precisar de tempo para responder ao tratamento e para voltar gradualmente à sua vida anterior. Outras podem ter seus sintomas agravados e exigir um tempo muito maior e uma mudança mais profunda na sua vida.

A recuperação desde o primeiro episódio está diretamente ligado com a rapidez com que é feito o diagnóstico e a agilidade da intervenção médica, na grande maioria dos casos medicamentosa.

Se os sintomas persistirem ou retornar, o processo de recuperação pode ser prolongado. Algumas pessoas experimentam um período difícil com duração de meses ou mesmo anos antes que os sintomas possam ser controlados.

Uma vez que a psicose tenha respondido ao tratamento, problemas como diminuição da autoestima, depressão, transtornos de ansiedade, e comprometimento social precisam ser abordados durante a fase de recuperação. Vejamos algumas estratégias que podem ajudar.

Reconstruindo a autoestima

Tal como outros elementos de recuperação, a reconstrução da auto-estima leva tempo, paciência e depende do apoio positivo de amigos e familiares, evitando julgamentos negativos com base nos comportamentos provocados pela doença, tais como: falta de vontade de trabalhar, estudar, relacionar-se socialmente, raciocínio confuso, visões, dentre outros.

Muitas vezes as pessoas em recuperação são muito autocríticas, de modo que estratégias para fortalecer seus atributos positivos são muito importantes. Olhando para trás, reforçando suas realizações e talentos, podem ajudar a pessoa a ter uma visão mais realista de suas qualidades. Deve-se ter cuidado em avaliar se seu potencial anterior foi prejudicado, pois insistir em retomar atividades que não tem mais condições somente vai prejudicar sua recuperação. Neste sentido deve-se ficar atento ao que diz o paciente e ouvir os conselhos dos profissionais de saúde.

Estar com um grupo de pessoas que o apoiam podem promover a sociabilidade. Definir metas de curto prazo, que assentam em suas competências individuais e melhorar a tomada de decisão com as habilidades atuais, também são importantes para a recuperação.

Voltando a trabalhar

É importante definir metas realistas para o retorno ao trabalho. Muitas vezes pode haver um comprometimento de suas capacidades anteriores ou uma dificuldade de aceitar uma disciplina no trabalho. Esta avaliação é fundamental para que o trabalho não se torne um fator desencadeador de nova crise.

Talvez retomar com tempo parcial seria uma forma de testar a sua readaptação. Para alguns, o trabalho voluntário é um bom primeiro passo. Para outros, deverá haver a busca de outro tipo de trabalho que se adapte às novas circunstâncias.

Conhecimento ajuda a reduzir o estigma. Educar o empregador e o pessoal sobre a experiência e a recuperação é importante. Praticando o que dizer e ter um atestado médico vai ajudar, ou talvez ter um profissional especializado para reinseri-lo no universo do trabalho seria o caminho certo a seguir.

Voltando à escola

Os mesmos cuidados devem ser tomados quando se propõe o retorno à escola. Rever anteriores registros acadêmicos e realizações é um ponto de partida. Escolhendo aulas e atividades que aprimoram as habilidades da pessoa e interesses também pode ser uma maneira de ajudar a facilitar o processo.

A família ou amigo próximo deve se reunir com o orientador acadêmico para discutir a recuperação, bem como informá-lo sobre a doença e como ela afetou as habilidades da pessoa. Tendo um relato por escrito do médico, ou talvez abrindo a possibilidade de um contato do professor/orientador para falar diretamente com o profissional de saúde que acompanhou o paciente pode ser uma boa estratégia.

Reinserção social

Relações sociais desempenham um papel importante na recuperação e manutenção da saúde e bem-estar. Infelizmente, os indivíduos afetados pela esquizofrenia muitas vezes retraem e tornam-se socialmente isolados. Algumas vezes a própria família isola-se também.

É importante para a pessoa evitar a perda de vínculos nas relações sociais. Se a pessoa tem experimentado uma perda de contato com amigos e familiares, é importante tentar construir novas relações sociais e encontrar fontes de apoio social.

Estilo de vida para a recuperação

Hábitos quotidianos são uma parte essencial da manutenção de uma boa saúde física e mental, pois podem diminuir os níveis de stress e ajudar a obter mais qualidade de vida. Algumas maneiras de manter um estilo de vida saudável incluem a participação em atividades de recreação, a manutenção de um bom equilíbrio entre dieta e exercícios, dormir o suficiente todas as noites e se sentir seguro sobre a sexualidade.

Para uma pessoa com esquizofrenia ficar bem requer a participação ativa, prática e uma vontade de ouvir os outros. Algumas estratégias incluem:

• estar ciente de sua capacidade de lidar com o stress e ser capaz de monitorar o seu próprio bem-estar;
• estabelecer metas alcançáveis, incluindo estratégias específicas para lidar com a mudança, mantendo-se sociável e ter uma rede de apoio confiável;
• manter regularmente as consultas com médicos e outros profissionais de saúde, assim como realizar exames médicos;
• participar de atividades sociais positivas, de lazer e trabalho;
• procurar a ajuda de um terapeuta e/ou participar de terapia de grupo ou de um grupo de autoajuda;
• celebrar as conquistas e criar planos para o futuro.


 

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